28 abril, 2006

Pedra



pedra
não sei sentir-me
provável angústia adormecida
da imobilidade e inerte vida
não sei não ver o azul do mundo
que ao céu e ao mar faz renascer
a vida
é viva, e viva sou
ser pedra
ó dor!
não sei ser muda
inerte testemunha
do desassossego
destino cíclico
da existência

6 comentários:

eduardo disse...

Lindo e holístico...

http://cartasintimas.zip.net
http://dudve.blogspot.com

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Pedra?
Da realidade?


Beijos do *CC*

Luisa disse...

Poética reflexão sobre um mundo que, supostamente, não sente nem dá pelo passar dos séculos.

Larissa Marques disse...

Sabe que inspirou-me um poema:
Inspirei-me na pedra
pra te fazer canção
é como ela, dura, fria.
Eu sou o vento
que joga o mar sobre ti
o eco perpétuo
para incomodar-te
canto infinito
onda sem parar...
E fica aí, parada
sem sair de seu lugar.
Sou volúvel
não tenho forma
sou livre.
É sólida, como os dias que renego
por favor, continue assim
maltrate-me, para que eu me lembre
que ainda vivo
e sou diferente de você
é digna e aborrecida
e eu só quero dançar.

Larissa Marques.

Carol disse...

Pedras também controem sonhos. Às vezes, eu subo nelas para apreciar a vista!
Beijos e bom final de semana...
Carol : )

Ela disse...

Você faz poesia do simples ato de respirar.
Tá ficando profissional.rsrs
Beijão , bom final de semana!