16 julho, 2007

Limpa-me a alma

foto do site www.olhares.com


Limpa-me a alma
e a meus pés
jogue brancas pétalas
de pensamentos profanados
por enganadas ilusões
de silenciados nãos


Postergadas folhas
de adulterados
nós de sinuosas pernas
entre nuvens, sob o
olhar de atento luar


Mostra-me o caminho
da purificação dos sonhos
emaranhados por cipós
de tentações carnais


Quero unir o que dentro
de mim restou quebrado
dissipado em um vendaval
de torpor e ausência de lucidez


Limpa-me a carne
inundada pelo prazer vazio
tão oco quanto restou meu ser
ao perceber que sem ti
não me resta nada

4 comentários:

alexandre disse...

A gente quer sempre (e precisa) se completar...(a cada dia e no dia-a-dia).Belo!

Bjs.

Antônio Alves disse...

A notória singeleza que banha seu simbolismo poética é encantadora. Abraços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

moacircaetano disse...

amor é vendaval...

L. Rafael Nolli disse...

Belo poema - que me lembrou uma oração, dessas ponteadas por esperanças!
Muito bonito mesmo, Carol!