23 junho, 2007

Mulher de Indra

Veio
pra minha roda do amor
ao brilho bruxuleante de velas
multicores
deu-me um beijo
pra me virar a cabeça
ajoelhou-se a meus pés
erógenos
amorteceu minha paixão
inóspita

Mulher de Indra
catexizei teu falo
com boca servil e fugaz
entre mordidas e unhadas
apoderei-me de tuas sensações
e axiomas

Dei meus mamilos e nádegas
para que pudesses brincar
como criança a me sugar
Um abraço de Jaghana
te entorpeceu
e no meu colo
te fiz só meu

Entrelaçados
a enroscar-nos
tal qual serpentes
em apoteose
viramos um
por um instante
eternizados
pelo gozo simultâneo
sincronizado

5 comentários:

Antônio Alves disse...

Ai, o sexo e a mulher parecem um só, uma só tempestade. Há braços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

Claudia Menezes disse...

Nossa que sensual a sua poesia .. Linda demais .. Adoro as suas poesias .. Beijins =]

moacircaetano, todo prosa! disse...

que lindo!!!!!!!!!!!!!!1

L. Rafael Nolli disse...

Caroline, esse é um poema que pede uma leitura atenta, para que o leitor vá - sempre imaginando - sentindo aquilo tudo que o poema pede, aquilo tudo que ele exala! Abraços!

TiTi disse...

e eu digo apenas...
que meu nome é INDRA CAROLINE!!!