26 maio, 2007

Alegorias


assintonia
comiseração da alegria
vida de lágrima
na face de Pierrô
sou Colombina
descreio sempre
da esperança
desvalida
mito de riso
choro, dor
lágrimas
ao findo dia
cansei-me de viver
Alegorias
em cada carnaval
tu, Arlequim
traz-me destino
sonho de ópio
disritmia
tríade de desventuras
desta venturosa
vida?
o que é isto
que pulsa
no ritmo
do enredo
que um deus
carnavalesco
escreveu sob
sangrenta pena
em nossos corpos
pintados sob amanhecido
segredo
de’uma quarta-feira
de cinzas?
Alegorias
frívolas, possíveis ruínas
trazidas pelo vendaval do tempo
réstias do sol
jazidas
sobre confete e serpentina

4 comentários:

Antônio Alves disse...

Os versos rápidos condizem com o tema, pois o carnaval é um flash de amor e prazer, dias em que o espírito animalesco do homem se aflora, mas tudo acaba na quarta-feira.

Voltarei mais vezes. Adicionei-te ao meu canto.

Abraços
Antônio Alves

Carol Timm disse...

Carolzinha,

Você também tem escrito muito ultimamente. Fico feliz!

Quero que escreva mais ainda...
pois escolhi você para participar de algo muito especial.

Passa lá em Casa para ver!

Depois venho aqui para ver o que você publicou, tá?

Beijos,
Carol

Edilson Pantoja disse...

Eu por aqui, também no baile e a me perguntar por isto que pulsa no ritmo do enredo... Existência?
Abraço!

Leandro Jardim disse...

Adorei esse baile de sábias palavras assobiadas!